William Pitt foi aluno de Sarah Poulton na Escola Dominical, na Inglaterra. Casou mas sua esposa falece logo. Nesse meio tempo Sarah vai com sua família de mudança para o Libano atrás de um médico que podia curar da doença que seu irmão sofria. O médico era Kalley, que já tinha escapado da Ilha da Madeira graças a um plano elaborado por João DaGama, seus irmãos estavam na cadeia na época. Depois da fuga de Kalley, sua esposa, já seriamente enferma, faleceu.
Kalley resolve fazer uma longa viagem pelo Oriente, e se estabeleceu temporariamente no Líbano. Com a chegada da familia de Sarah, Kalley começa a tratar de seu irmão, tendo Sarah como enfermeira. Alguns meses depois Robert Kalley e Sarah se casam, e vão visitar alguns dos refugiados da Madeira que residiam em Illinois. Em Illinois Sarah reencontra seu aluno e reatam contato.
Em um outro fragmento de história a ser contado, falaremos de como Kalley veio parar no Brasil e enviou 4 cartas para Illinois, convindando 4 familias a virem para o Brasil. William Pitt foi o primeiro que chegou, sendo seguido por mais 3 familias de madeirenses. 100% de resposta positiva ao apelo de Kalley.
William Pitt era carpinteiro, trabalhava no Arsenal de Marinha, casa-se novamente no Rio com uma inglesa, fz parte da fundação da Igreja Congregacional Evangelica no Rio em 1858 e é eleito presbitéro. Fez amizade com Simonton e Alexander Blackford. No Arsenal de Marinha é persiguido e preso, resolve ir para São Paulo. Reata os contatos com Blackford, que também havia se mudado após um tempo na capital do Imperio. Na casa de William começa reuniões regularers dos interessados no Evangelho. Logo era auxiliar de Blackford e acompanha-o em suas visitas pelo interior de SP.
Em uma das viagens, Blackford vai a Brotas junto com Pitt, essa cidade é ponto de partida para criação da terceira igreja presbiteriana no Brasil e ponto de partida para o núcleo do interior paulista. Entre os primeiros convertidos estão ex-padre José Manoel da Conceição, Antonio Cerequeira Leite. O Evangelho se espalha pela região, Sorocaba, Tatui, Porangaba, etc.. Muitos líderes tem suas origens nesse trabalho de Blackford, Pitt e Conceição. Alguns livros e artigos já detalharam bastante os passos do primeiro pastor ordenado no Brasil, José Manuel da Conceição, no próximo texto vamos contar como José Carlos de Campos se converte com a visita de Conceição. Conceição vem a falecer no Rio de Janeiro e até nos seus últimos momentos, seu testemunho provocou a conversão do médico que o socorreu.
Para terminar, mas alguns detalhes sobre Pitt. William teve sete filhos, incentivado por Blackford, William é ordenado pastor presbiteriano, teve um ministério breve, vindo a falecer em São Paulo e foi sepultado no Cemitérios do Protestantes na capital. Alguns anos depois sua esposa e filhos retornam para Inglaterra.
Blackford, deve uma forte influência nos primeiros anos da Igreja Presbiteriana, foi moderador do Presbitério por três vezes consecutivas, participou da ordenação dos primeiros pastores, funda várias igrejas, começa a trabalhar como representante da Sociedade Bíblica Americana. Iniciaou a tradução que veio a ser conhecida como Tradução Brasileira. Realizou muitos casamentos dos imigrantes americanos que aqui chegavam incentivado pela política de D. Pedro II, entre eles, o da viúva Eliza Ruland Kerr, que tinha vindo ao Brasil com seus dois filhos, Samuel e Warwick, mas essa história fica para depois do lanche, com bolo alemão, é claro.
2 respostas Até agora ↓
Cassia // 27 Abril, 2008 às 2:07 pm |
Estou aguardando a história
Flavio Kerr // 28 Junho, 2008 às 9:11 am |
Importante realçar que: o ex-padre, José Manuel da Conceição, não foi só o primeiro pastor ordenado no Brasil, mas foi o primeiro pastor presbiteriano nacionalista do Brasil. Até a conversão dele, todos os outros pastores presbiterianos no Brasil eram estrangeiros.